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Review | Shinobi: Art of Vengeance – Vale a pena?

Lançado originalmente em agosto de 2025, Shinobi: Art of Vengeance recebeu uma versão para Nintendo Switch 2. A chegada ao novo console também traz a DLC Fase Vilões da SEGA. Aproveitamos esse novo lançamento para finalmente trazer uma análise que estava faltando no Outra Dimensão. Afinal, Shinobi: Art of Vengeance vale a pena?

Com uma experiência de cerca de 10 horas, o que foi tempo suficiente para terminar a campanha, vasculhar as fases em busca de segredos e experimentar o conteúdo adicional. Apresento não apenas essa análise mas também um especial falando sobre a versão para Nintendo Switch 2 e outro sobre a DLC Fase Vilões da SEGA.

Capturado pelo site Outra Dimensão

O renascimento de uma franquia

A Lizardcube resgatou a franquia Shinobi apresentando uma nova jornada para Joe Musashi. Logo nos primeiros minutos, o protagonista encontra seu vilarejo destruído e seu clã transformado em pedra. A partir daí, ele parte em busca de vingança contra Lord Ruse e as forças da ENE Corp.

A história não tenta reinventar o gênero e segue uma estrutura relativamente simples. Ainda assim, cumpre bem seu papel em uma experiência na qual o gameplay claramente ocupa o centro das atenções.

Capturado pelo site Outra Dimensão

Nesse aspecto, SHINOBI: Art of Vengeance faz um ótimo trabalho ao recuperar parte da sensação dos jogos clássicos da época do Mega Drive. Ao mesmo tempo, a Lizardcube moderniza a fórmula ao incorporar ideias de diferentes jogos de ação e plataforma sem deixar o título perder sua própria identidade.

Um jogo de ação 2D com pitadas de Metroidvania

SHINOBI: Art of Vengeance é dividido em fases, seguindo uma estrutura tradicional de jogos de plataforma 2D. Porém, não demora para que o título comece a brincar com esse formato.

A maioria das fases apresenta mapas relativamente grandes e com bastante espaço para exploração. Alcançar 100% exige encontrar segredos e, em alguns casos, retornar depois de obter novas habilidades capazes de liberar caminhos anteriormente inacessíveis.

Capturado pelo site Outra Dimensão

Essa estrutura traz algumas características de Metroidvania, mas não transforma SHINOBI completamente em um jogo do gênero. Cada fase continua funcionando como uma área independente, sem uma conexão direta entre os diferentes mapas.

Também existem momentos mais lineares, com progressão direta ou avanço automático. Algumas sequências lembram bastante os jogos clássicos do gênero, incluindo as tradicionais batalhas em elevadores. Em outros pontos da campanha, Joe precisa atravessar regiões utilizando montarias ou veículos. Essas mudanças ajudam a quebrar o ritmo e evitam que todas as fases sigam exatamente a mesma estrutura.

O combate é o ponto principal

O combate, por sua vez, é um dos grandes destaques. Joe começa a aventura com uma variedade considerável de ataques e técnicas, apresentadas logo nos primeiros minutos por meio do tutorial. Ainda assim, as possibilidades aumentam bastante conforme a campanha avança.

É possível acumular dinheiro para adquirir novas técnicas, encontrar recursos espalhados pelas fases e desbloquear novos golpes ao derrotar chefes ou completar atividades secundárias. Criar sequências de ataques é bastante divertido, principalmente quando você começa a combinar golpes convencionais com Ninpos e outras habilidades.

Capturado pelo site Outra Dimensão

O jogo também conta com amuletos que concedem diferentes benefícios passivos. Já algumas técnicas especiais utilizam o medidor de fúria e podem mudar rapidamente uma batalha, seja causando grandes quantidades de dano ou recuperando parte da vida de Joe. A quantidade de possibilidades faz com que o combate evolua junto com o jogador. No começo, é perfeitamente possível avançar utilizando sequências mais simples. Com o tempo, porém, experimentar combinações diferentes se torna uma das partes mais divertidas da experiência.

Beleza visual e sonora

Visualmente, SHINOBI: Art of Vengeance aposta em uma direção artística bastante colorida, com personagens e cenários que parecem ter sido desenhados à mão. O resultado combina muito bem com a velocidade das batalhas e ajuda o jogo a construir uma identidade própria.

Capturado pelo site Outra Dimensão

Os cenários apresentam bastante variedade, enquanto animações de golpes e finalizações dão ainda mais impacto aos combates. Mesmo quando muita coisa acontece simultaneamente, a ação continua fácil de acompanhar.

A trilha sonora também contribui bastante para a ambientação. Grande parte das fases possui músicas que combinam muito bem com o ritmo da ação e ajudam a deixar determinados trechos ainda mais empolgantes.

Existem algumas exceções nas quais senti que a trilha não combinava tão bem com o restante da experiência, mas foram momentos pontuais dentro de um conjunto bastante competente.

Bastante conteúdo para continuar jogando

Além da campanha principal, que já possui diversos itens escondidos e objetivos necessários para alcançar 100%, SHINOBI: Art of Vengeance oferece outros motivos para continuar jogando após os créditos.

Os modos Boss Rush e Arcade ampliam as possibilidades depois da conclusão da história. Enquanto um permite enfrentar novamente os chefes, o outro incentiva revisitar as fases buscando melhores resultados e pontuações.

Capturado pelo site Outra Dimensão

A própria variedade de inimigos ajuda o combate a continuar interessante durante boa parte da campanha. Existem adversários terrestres mais simples, inimigos capazes de aparar ataques, criaturas voadoras, diferentes tipos de armas e brutamontes que exigem outra abordagem.

Em alguns momentos, a repetição fica mais evidente quando surgem versões de inimigos que basicamente mudam de cor. Normalmente, porém, essa diferença serve para indicar variantes mais perigosas dos adversários já conhecidos.

Os inimigos maiores também incentivam o uso das execuções Shinobi. Em muitos casos, provocar o atordoamento e finalizar o adversário é mais eficiente do que simplesmente insistir em ataques convencionais.

Conclusão: SHINOBI: Art of Vengeance vale a pena?

Minha experiência com SHINOBI: Art of Vengeance foi bastante positiva. A Lizardcube conseguiu resgatar uma franquia clássica sem criar um jogo que dependa apenas da nostalgia para funcionar.

O combate começa acessível, mas ganha profundidade conforme novas técnicas, Ninpos e possibilidades de combos aparecem. A variedade das fases também ajuda bastante, alternando exploração, plataforma, combates e momentos mais diretos sem deixar a campanha cair facilmente na repetição.

SHINOBI: Art of Vengeance consegue equilibrar muito bem o espírito dos jogos clássicos com ideias modernas de ação e plataforma. É uma experiência divertida, visualmente marcante e que, ao terminar, me deixou principalmente com vontade de ver Joe Musashi retornar novamente em um futuro jogo da franquia.

Review | Shinobi: Art of Vengeance – Vale a pena?

9 Excelente

Pontos positivos

  • Combate com muita variedade
  • Fases com alto valor replay

Pontos negativos

  • Alguns trechos ficam abaixo do restante do jogo
História 9.0
Gameplay 9.0
Gráficos 9.0
Conteúdo 9.0
Plataformas: PS5, XBOX, Nintendo Switch e PC Gênero: Ação 2D Desenvolvedora: Lizardcube Tempo de jogo: 10 H

A análise de Shinobi: Art of Vengeance foi produzida graças a uma cópia digital do jogo fornecida pela SEGA Brasil.

Para entender mais sobre nossas análises e nossa independência editorial, não deixe de conferir as informações em Sobre o Outra Dimensão.


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