A Rockstar Games revelou uma grande quantidade de novos detalhes sobre GTA VI. Além do especial “Um Olhar Estendido”, com aproximadamente 27 minutos de gameplay, jornalistas e criadores de conteúdo tiveram acesso a uma apresentação mais completa realizada diretamente na Rockstar North, em Edimburgo.
No Brasil, as primeiras informações detalhadas obtidas diretamente nessa apresentação vieram do Flow Games. Davy Jones esteve no estúdio a convite da Rockstar e acompanhou mais de duas horas de GTA VI sendo demonstrado por Rob Nelson, líder de desenvolvimento e codiretor da Rockstar North.
A apresentação revelou detalhes que vão muito além dos gráficos. Tamanho do mapa, inteligência da polícia, economia, veículos, relação entre Jason e Lucia, combate e exploração fazem parte das mudanças planejadas para o novo Grand Theft Auto.
Vice City será enorme, mas a Rockstar também quer um mundo mais denso
Uma das informações que mais chama atenção envolve a escala de Vice City. De acordo com Rob Nelson somente a principal cidade de GTA VI possui aproximadamente o dobro do tamanho de Los Santos, de GTA V. Em uma das cenas de “Um olhar estendido” é perceptível a escala do mapa quando Lucia salta de um alto prédio.

Leonida, porém, não será formada apenas por uma grande metrópole cercada por regiões vazias. O restante do estado contará com outras cidades, comunidades menores e diferentes áreas urbanizadas.
A Rockstar também está aumentando significativamente a quantidade de lugares que podem ser explorados. Lojas, estabelecimentos, entradas de prédios, telhados e alguns ambientes utilizados durante missões poderão continuar acessíveis depois que determinada atividade terminar.
Essa liberdade deverá chegar relativamente cedo. Depois das primeiras missões, boa parte do mapa ficará aberta para exploração.
Outro grande investimento está na população de Leonida. A quantidade e o tipo de NPCs encontrados nas ruas mudam conforme horário e localização. Praias ficam mais movimentadas em determinados momentos, enquanto outras regiões recebem personagens condizentes com aquele ambiente.
A Rockstar chegou a dedicar profissionais especificamente à produção dos diálogos e comportamentos desses NPCs. A intenção é fazer com que Vice City pareça menos um cenário criado ao redor do jogador e mais uma cidade funcionando independentemente dele.
Roubar um carro será apenas o começo do problema
O crime terá consequências e sistemas muito mais conectados em GTA VI. Isso começa justamente por uma das ações mais tradicionais da franquia: roubar carros.
Dependendo do veículo, simplesmente abrir a porta pode não ser suficiente. Alguns modelos possuem sistemas de segurança, alarmes e rastreadores, enquanto ferramentas específicas poderão facilitar o roubo de automóveis mais sofisticados.
Depois disso, surge outro detalhe inesperado: carros e motocicletas terão combustível. Veículos elétricos também precisarão ser recarregados. A Rockstar não pretende transformar o abastecimento em uma tarefa constante, mas encontrar um carro quase sem combustível durante uma fuga poderá mudar completamente uma perseguição.
Os danos também terão efeito maior na dirigibilidade. Diferentes modelos e terrenos apresentam comportamentos próprios, enquanto modificações podem afetar aspectos como tração, velocidade e desempenho fora do asfalto.
Um veículo roubado ainda poderá ser vendido. O pagamento dependerá do modelo, estado do carro e interesse de determinados compradores.
Tudo isso se conecta à nova economia. O dinheiro terá importância maior durante a campanha e, em alguns momentos, Jason e Lucia precisarão realizar atividades pelo mapa antes de continuar determinados acontecimentos da história.
Assaltos, roubos de veículos e outros crimes passam, portanto, a formar parte do próprio ciclo de progressão.
Ser preso também pode custar caro. O dinheiro que estiver com o personagem poderá ser perdido, enquanto valores depositados permanecem protegidos e são compartilhados entre Jason e Lucia.
Polícia vai trabalhar com aquilo que conseguiu identificar
A polícia de GTA VI também recebeu mudanças importantes. Em vez de identificar automaticamente o jogador, os policiais passam a considerar aquilo que conseguiram observar durante o crime. Roupa, veículo, aparência e até armamento podem fazer parte das informações disponíveis sobre um suspeito. Trocar de carro ou mudar de visual passa a ter uma utilidade real durante uma fuga.
O sistema também muda a forma como o jogador observa a polícia. Os agentes não ficarão constantemente marcados no minimapa como acontecia anteriormente, incentivando maior atenção ao próprio cenário.
Outro retorno é o nível máximo de seis estrelas, ausente em GTA V.
Jason e Lucia não serão apenas dois protagonistas separados
A Rockstar também quer evitar que Jason e Lucia funcionem simplesmente como dois personagens independentes dentro da mesma história.
Os dois possuem sistemas conectados e poderão participar juntos de diferentes situações. Em uma perseguição, por exemplo, um deles pode dirigir enquanto o outro atira. O jogador poderá trocar de personagem e assumir a outra função durante a própria ação.
O dinheiro depositado pertence aos dois, e o relacionamento entre Jason e Lucia também possui uma mecânica própria que acompanha a campanha.
Essa proximidade obrigou a Rockstar a repensar até mesmo a tradicional troca de protagonistas apresentada em GTA V. A ideia agora é que o jogador acompanhe uma dupla que está constantemente envolvida nos mesmos acontecimentos.
Combate terá mais possibilidades e arsenal limitado
Outra mudança importante está no combate. Nem todo inimigo precisa morrer para deixar de representar uma ameaça.
Será possível incapacitar personagens ao atingir determinadas partes do corpo. O próprio jogo diferencia um adversário ferido, incapacitado ou morto.
Essas escolhas se relacionam com um sistema chamado Perfil Criminoso, que acompanha algumas das ações realizadas pelo jogador. A Rockstar confirmou que esse comportamento poderá ter impacto na narrativa, embora ainda não tenha explicado exatamente como isso acontecerá.
Jason e Lucia também não poderão carregar uma quantidade praticamente infinita de armas.
O sistema lembra Red Dead Redemption 2: armas maiores ficam visíveis no personagem e existe um limite para aquilo que pode ser carregado. Equipamentos adicionais poderão permanecer guardados no veículo pessoal, incluindo armas e roupas.
Academia, alimentação, mergulho e celular fazem parte do mundo
Algumas ideias lembram diretamente GTA: San Andreas. Alimentação e exercícios poderão modificar o corpo dos protagonistas.
Jason e Lucia podem ganhar peso ou desenvolver musculatura dependendo das atividades realizadas. O jogo acompanha atributos relacionados à condição física sem transformar essas mecânicas em necessidades constantes.
Leonida também terá conteúdo subaquático, com equipamento de mergulho, naufrágios e tesouros escondidos. Complexos controlados por gangues poderão ser encontrados pelo mundo e invadidos de diferentes formas.
Já o celular será atualizado conforme a campanha progride. Aplicativos, mensagens, notícias, vídeos e redes sociais fazem parte do aparelho, que também poderá realizar ações práticas como solicitar a entrega do veículo pessoal.
A Rockstar, por outro lado, decidiu não desenvolver um modo completo em primeira pessoa. A prioridade está nas animações e no gameplay em terceira pessoa, embora determinadas armas permitam mirar utilizando essa perspectiva.
GTA VI terá missões mais variadas e mira 30 fps nos consoles
Mesmo com todas as atividades disponíveis no mundo aberto, a Rockstar afirma que a campanha continuará recebendo grande atenção. A possibilidade de realizar diversos crimes livremente permite que as missões principais sejam utilizadas para situações mais elaboradas.
Isso significa alternar grandes sequências de ação com momentos menores e até situações intencionalmente mais tranquilas, evitando que toda missão siga a mesma estrutura.
A duração também foi comparada por Rob Nelson à experiência oferecida por Red Dead Redemption 2, mas não existe um número oficial de horas. O tempo dependerá bastante da quantidade de atividades paralelas realizadas pelo jogador.
Outro detalhe técnico revelado inicialmente pelo Flow Games envolve o desempenho. Segundo informações obtidas pelo veículo diretamente com Rob Nelson, GTA VI terá como alvo 30 quadros por segundo nos consoles.
O especial “Um Olhar Estendido” também foi capturado em um PlayStation 5, mostrando pela primeira vez uma longa sequência do jogo funcionando em hardware de console.
Com todas essas novidades, fica mais claro que a principal evolução de GTA VI talvez não esteja em uma mecânica específica. A Rockstar parece apostar principalmente na maneira como seus diferentes sistemas se relacionam: um carro roubado pode ter pouco combustível, chamar atenção da polícia, precisar ser abandonado durante uma fuga e ainda representar uma oportunidade perdida de ganhar dinheiro.
Grand Theft Auto VI será lançado em 19 de novembro de 2026 para PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Até o momento, a Rockstar Games não anunciou uma versão para PC. Para quem já pretende garantir o jogo, a pré-venda de GTA VI está disponível no Brasil, com diferentes edições e bônus para quem comprar antecipadamente.

















