Desde a época do Playstation 2, a série Budokai Tenkaichi é a minha favorita entre os jogos de luta de Dragon Ball. Por isso, a ansiedade foi grande quando um novo título foi anunciado, principalmente pela possibilidade de reviver aquela nostalgia da primeira década dos anos 2000. Tudo bem que optaram pelo nome oriental “Sparking”, mas, para mim, continua sendo Budokai Tenkaichi. Quando o jogo chegou, a recepção não poderia ter sido melhor. Com gráficos incríveis e um elenco robusto de personagens, Sparking! Zero entregou exatamente o que eu esperava.
Agora, quase dois anos depois, uma nova DLC chega ao jogo trazendo ainda mais personagens e um novo modo. Pude testar as novidades do pacote para descobrir se Super Limit-Breaking NEO vale a pena e conto minhas impressões nesta review.
Super-Limite Breaking NEO é desafiador
O novo modo de jogo não chega a ser algo totalmente inédito, mas consegue reunir elementos interessantes. De certa forma, considero que ele funciona como aquele modo campanha clássico dos jogos de luta, no qual você escolhe um personagem e precisa avançar por várias lutas até chegar à batalha final. É mais ou menos isso, porém repaginado.
Você escolhe seu personagem e, a cada rodada, deve selecionar um caminho em um mapa-múndi. Não é possível voar livremente de um lado para o outro: trata-se basicamente de um seletor de fases e, ao fazer uma escolha, o jogo apresenta uma animação para levar o personagem ao local selecionado. Existem várias opções de rota, que podem levar a batalhas simples, confrontos com desafios, áreas de treinamento ou locais com Esferas do Dragão.

Pelo mapa, é possível identificar se o destino envolve uma batalha ou um evento, além de indicar a força dos inimigos nos combates. É nesse ponto que surge uma das novidades do modo. Em uma estrutura que lembra um pouco jogos de RPG, seu personagem recebe pontos de atributos conforme aumenta seu nível. Esses pontos podem ser utilizados para melhorar atributos como vida e taxa de recuperação de ki.
O problema é que o jogo não sabe balancear a dificuldade, tornando as rotas aleatórias extremamente desafiadoras e até frustrantes no início. Em determinado momento, percebi que entrar em batalhas era quase pedir para passar raiva, já que um derrota significa o fim da partida e obriga o jogador a recomeçar as rodadas. A experiência obtida, bem como algumas habilidades, são mantidas. Dessa forma, optei sempre pelas rotas que ofereciam treinamentos e fui aumentando o nível do meu personagem, começando pelo próprio Goku. Somente depois de “farmar” experiência e fortalecê-lo comecei a encarar as batalhas, e as coisas passaram a fluir melhor.

Ao longo das dez rodadas, caso tenha sorte, você pode passar boa parte do tempo encontrando treinamentos e Esferas do Dragão, precisando se preocupar basicamente com dois combates obrigatórios: nas rodadas 5 e 10. Por sinal, achei essas batalhas, consideradas confrontos contra chefes, bem mais tranquilas do que os combates simples que surgem nas demais rodadas. É um balanceamento estranho e que, honestamente, precisaria de ajustes, pois entrar em batalhas comuns claramente não compensa tanto quanto treinar ou reuniar as sete Esferas do Dragão.
O modo é feito para agradar principalmente quem busca um conteúdo single-player e gosta de mecânicas de customização, fortalecendo o personagem conforme progride. Esse modo também conta com diferentes níveis de dificuldade para selecionar conforme seu personagem fica mais forte.
Um elenco ainda maior
Se o total de personagens já era absurdo – com mais de 200 lutadores após seu primeiro ano -, principalmente após os pacotes de DLC lançados nos últimos anos, o novo conteúdo adiciona mais 33 lutadores, misturando nomes da série clássica, de Dragon Ball GT, dos filmes e de produções mais recentes da franquia.
Quem conhece a série Budokai Tenkaichi – ou Sparking!, caso prefira – sabe que o número elevado de personagens também se deve às inúmeras transformações, variações de roupas e versões de diferentes fases de cada lutador. Mesmo assim, para quem é fã, ter um elenco com tantas opções é um enorme atrativo.
Além dos novos personagens, Super-Limit Breaking NEO também inclui novas opções de customização e 4 novas arenas de batalha que são detalhados pela Bandai Namco.

Veredito
Dragon Ball: Sparking! Zero já era um grande jogo para os fãs da franquia, e a nova DLC Super Limit-Breaking NEO entrega ainda mais conteúdo que vale a pena. No entanto, é importante deixar claro que se trata de uma adição bastante específica para quem pretende se dedicar principalmente ao modo solo.
Algumas atualizações ainda podem ser necessárias para tornar a experiência mais agradável, e o preço da DLC não é um dos pontos mais convidativos. Ainda assim, o pacote adiciona bastante conteúdo e ajuda Sparking! Zero a se consolidar como um dos jogos de luta de Dragon Ball mais completos já lançados.
Review: Dragon Ball Sparking! Zero – Super Limit-Breaking NEO vale a pena?
A nova DLC entrega mais conteúdo para os fãs que desejam um modo solo robusto e desafiador.
Pontos positivos
- Visuais impressionantes
- Elenco gigantesco
- Combates fieis ao anime
- Bastante conteúdo
Pontos negativos
- Modo solo desbalanceado
- Poderia existir uma narrativa de plano de fundo
Essa análise foi feita graças a uma cópia do jogo fornecida pela Bandai Namco. Os teste foram feitos em um Playstation 5 PRO.

















