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Resident Evil Requiem vale a pena? Review completa do novo capítulo da franquia

Resident Evil Requiem vale a pena

Jogamos Resident Evil Requiem, o aguardado novo capítulo da franquia da Capcom, e após concluir a história de Leon S. Kennedy e da nova personagem Grace Ashcroft, fica a pergunta: Resident Evil Requiem vale a pena?

A resposta curta é simples: sim — e com força. Mas o caminho até esse veredito passa por escolhas interessantes que misturam o melhor de diferentes fases da franquia.

História: dois protagonistas, duas experiências

Resident Evil Requiem aposta em uma narrativa dividida entre Leon e Grace, deixando claro desde o início que cada personagem representa um lado diferente do jogo.

Logo na primeira meia hora, isso já fica evidente. Grace assume o papel mais próximo do survival horror clássico, investigando um hotel abandonado ligado ao seu passado, enquanto Leon surge como o lado mais direto e brutal da ação, partindo para o confronto sem hesitar.

Essa introdução é impactante e funciona quase como uma promessa: a de que estamos diante de um dos jogos mais ambiciosos da franquia.

grace em resident evil requiem
Grace Ashcroft em Resident Evil Requiem / Outra Dimensão

Durante boa parte da campanha, os caminhos de Leon e Grace se cruzam, criando uma alternância constante entre tensão e ação.

Nas primeiras horas, o foco recai mais sobre Grace, que precisa escapar do Centro de Cuidados Crônicos de Rhodes Hill — local onde está Victor Gideon, o misterioso vilão apresentado nos trailers. Enquanto isso, Leon investiga o mesmo lugar por outra perspectiva.

Essa estrutura lembra bastante o que vimos em Resident Evil 2, com campanhas que se conectam e se complementam.

Victor Gideon com Grace Ashcroft / Outra Dimensão

Diferente de Resident Evil 7 e Resident Evil Village, que dividiam suas histórias em arcos focados em vilões específicos, Requiem segue outro caminho.

Aqui, a narrativa é mais contínua e se aproxima das origens da franquia, claramente inspirada em Resident Evil 2 e Resident Evil 4. O resultado é uma história cheia de reviravoltas, que começa mais focada no horror e, aos poucos, migra para a ação.

Essa transição pode causar estranhamento — especialmente para fãs mais antigos —, mas funciona dentro da proposta. Em certos momentos, a sensação é de que o jogo foi desenvolvido em partes diferentes, mas tudo se conecta de forma coerente.

Gameplay: aperfeiçoamento do melhor da franquia

Se a história bebe dessas duas fontes, o gameplay faz isso de forma ainda mais evidente. Resident Evil Requiem combina o melhor dos remakes de Resident Evil 2 e Resident Evil 4, entregando um combate extremamente satisfatório aliado a uma exploração clássica da franquia.

A única ausência mais sentida fica por conta dos puzzles. Eles estão presentes, mas em menor quantidade e com baixa complexidade. A exceção é o enigma final, que exige atenção total aos detalhes da campanha — e pode ser desafiador mesmo com guia que já publicamos aqui no site.

O game também entrega opções de como o jogador poderá viver essa experiência: no modo em primeira pessoa ou em terceira pessoa. Ele também permite que essa escolha seja feita para cada personagem e que a mudança possa ocorrer a qualquer momento. Durante a jogatina, pude testar as duas opções para ambos os personagens e é evidente que os trechos com Grace ficam mais aterrorizantes em primeira pessoa enquanto que a ação de Leon recebe maior destaque quando jogado em terceira pessoa. São experiências únicas e que cabem apenas a cada jogador decidir qual a melhor para si próprio.

Grace: survival horror na essência

Quando o controle está com Grace, Resident Evil Requiem se aproxima muito mais do survival horror clássico que consagrou a franquia. Aqui, os recursos são limitados, a tensão é constante e o jogador precisa pensar bem antes de cada ação. A presença de inimigos perseguidores, a necessidade de revisitar áreas já exploradas e o gerenciamento de itens reforçam essa sensação.

Mas o grande diferencial está na forma como os zumbis são construídos. Diferente do padrão tradicional, eles mantêm características de quando ainda eram humanos — e isso não é apenas um detalhe visual. Essas características influenciam diretamente o gameplay.

Grace em Resident Evil Requiem / Outra Dimensão

Em alguns momentos, é possível manipular o comportamento dos inimigos a seu favor. Um zumbi deseja manter as luzes sempre apagadas e acionar o interruptor provoca o deslocamento dele até aquele ponto, permitindo driblar o combate direto. Outro fica irritado com barulhos e se torna violento ao escutar algum, o que deixa uma oportunidade para atiçar o inimigo e fazer com que ele ataque outros zumbis em volta. Esse tipo de interação amplia bastante as possibilidades, principalmente para quem prefere uma abordagem mais furtiva.

Leon: ação mais direta e brutal

Já com Leon, o jogo muda completamente de ritmo. Aqui, o foco sai da sobrevivência e entra em um combate mais direto, intenso e agressivo. A mudança é tão evidente que até os menus e interface são alterados mantendo uma estética próxima ao que foi visto em Resident Evil 4 Remake.

Mais experiente e marcado pelos eventos anteriores, Leon assume o papel de um personagem sem hesitação, pronto para o confronto. Armas clássica como a shotgun e organizar itens em uma maleta com vários espaços deixa claro que o arsenal de Leon é bem mais robusto que o de Grace.

A principal novidade é a machadinha, que adiciona uma camada interessante ao combate. Além de atacar, ela também pode ser usada para defesa e até para executar parry, o que muda completamente a dinâmica das lutas. Situações que antes seriam quase impossíveis — como enfrentar inimigos com a motosserra elétrica — passam a ser possíveis de contornar ao executar a defesa no momento certo.

Leon em Resident Evil Requiem / Outra Dimensão

Visual e ambientação

Visualmente, Resident Evil Requiem é um espetáculo. A RE Engine da Capcom atinge aqui um de seus melhores momentos, com cenários extremamente detalhados e efeitos sonoros que elevam a tensão nos momentos certos.

Mas o destaque não está apenas na qualidade gráfica. A construção das áreas é igualmente competente. Os mapas seguem o padrão clássico da franquia, com regiões interligadas que se abrem conforme o jogador progride, incentivando exploração e backtracking.

O Centro de Cuidados Crônicos, por exemplo, remete diretamente à delegacia de Raccoon City vista em Resident Evil 2, tanto na estrutura quanto na forma como os caminhos são desbloqueados aos poucos.

Porém a nostalgia chega forte ao visitar um dos locais mais marcantes da franquia: Raccoon City. Pela primeira vez, temos a oportunidade de revisitar áreas icônicas após a destruição da cidade, agora reduzida a escombros. Além de locais nostálgicos, e perfeitamente recriados, o jogo também apresenta novas regiões, expandindo o que já conhecíamos e transportando o jogador para aquele local.

Além disso, a dublagem em português também deve ser destacada. Não apenas pelo fato da Capcom priorizar o nosso país, mas também pela sua qualidade.

Leon em Racoon City destruída
Leon na Racoon City destruída / Outra Dimensão

Conteúdo e fator replay

A campanha principal tem duração aproximada de 12 horas e foca principalmente na narrativa. Não espere uma mudança radical na estrutura do jogo, pois aqui não há grande quantidade de conteúdos secundários além da coleta de itens.

Ainda assim, o fator replay continua forte. Como é tradição na franquia, o jogo incentiva novas jogadas através de níveis de dificuldade mais altos, para desbloquear novas armas e recursos como munição infinita, que alteram completamente a forma de jogar.

Veredito – Resident Evil Requiem Vale a pena?

Resident Evil Requiem é um dos capítulos mais completos da franquia.

O jogo acerta ao combinar o melhor de Resident Evil 2 e Resident Evil 4, equilibrando survival horror e ação de forma inteligente. A alternância entre Grace e Leon não é apenas uma escolha narrativa, mas um elemento que sustenta toda a experiência.

Mesmo com menos foco em puzzles, o gameplay refinado, a construção dos ambientes e a forma como o jogo trabalha tensão e combate fazem com que cada momento seja marcante. A história entrega reviravoltas, fecha arcos importantes e ainda reserva momentos impactantes, especialmente na reta final.

No fim, Resident Evil Requiem não apenas vale a pena — ele se consolida como um dos grandes destaques da franquia e um dos jogos mais marcantes de 2026.

AVALIAÇÃO

História – 10,0

Gameplay – 10,0

Gráficos e áudio – 10,0

Fator replay – 9,5

Nota Final

Avaliação: 10 de 10.

Resident Evil Requiem já está disponível exclusivamente para Playstation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PC. Para fins de análise foi utilizada uma cópia do jogo rodando no Playstation 5 Pro.

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