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God of War: Sons of Sparta vale a pena? Review completa do novo metroidvania

Review God of War Sons of Sparta

Jogamos God of War: Sons of Sparta, novo título da franquia da Sony, que aposta em uma proposta ousada: revisitar o passado de Kratos ao lado de seu irmão Deimos, mas em um formato completamente diferente do que estamos acostumados.

Com uma abordagem em 2D no estilo metroidvania, o jogo chama atenção pela mudança radical. Mas afinal, God of War Sons of Sparta vale a pena? Nesta review completa, contamos tudo o que achamos após finalizar a jornada.

Trailer de anúncio

História de Sons of Sparta: interessante, mas arrastada

Um dos pontos que mais chamam atenção desde o anúncio é o fato de que o jogo não é apenas um spin-off, mas sim um prólogo que mostra os primeiros passos de Kratos e Deimos em busca de se tornarem guerreiros espartanos.

A proposta é boa e dialoga com elementos já conhecidos da franquia. No entanto, a execução deixa a desejar em vários momentos.

A narrativa apresenta situações interessantes e acrescenta informações relevantes ao universo do personagem, mas sofre com um ritmo bastante irregular. Em diversos trechos, a sensação é de que o jogo cria objetivos apenas para prolongar a experiência, ao invés de desenvolver melhor o enredo.

Imagem God of War Sons of Sparta
Capturado por Outra Dimensão

Sem entrar em spoilers, o problema fica mais evidente na reta final. É aquela sensação de estar assistindo a um filme longo demais, em que você já entende para onde a história está indo, mas precisa esperar além do necessário para chegar até lá — sem que existam acontecimentos suficientes para sustentar esse tempo.

Um metroidvania sólido que demora a evoluir

Mudar completamente o gênero de uma franquia como God of War é sempre arriscado, mas aqui a decisão funciona.

Sons of Sparta abandona o estilo tradicional e aposta em um jogo de plataforma 2D no estilo metroidvania, com mapas interligados, áreas bem distintas e diversas rotas alternativas, atalhos e caminhos secretos. A construção do mundo é sólida e oferece bastante conteúdo para exploração.

No entanto, esse bom trabalho esbarra diretamente em um problema já citado: o ritmo.

Review god of war sons of sparta
Capturado por Outra Dimensão

As primeiras horas podem ser cansativas. As mecânicas de combate e movimentação demoram para evoluir, e isso faz com que o início do jogo seja mais repetitivo do que deveria. Falta aquele impacto inicial que muitos jogos utilizam, como apresentar o personagem com habilidades avançadas logo no começo para mostrar ao jogador o que está por vir.

A diferença entre o Kratos do início e o do final do jogo é enorme. Quando novas habilidades começam a ser desbloqueadas, o combate se torna mais variado e a movimentação ganha muito mais fluidez, melhorando significativamente a experiência.

Progressão e combate

O jogo se apoia bastante em elementos clássicos da franquia, mas adaptados ao novo formato.

Aqui, você utiliza lança e escudo, que podem receber upgrades ao longo da jornada, modificando atributos como dano, efeitos elementais e ataques especiais. Esse sistema lembra bastante o que foi visto na fase nórdica da franquia, inclusive na estética dos menus.

Além disso, novas armas secundárias vão sendo desbloqueadas, oferecendo mais possibilidades de combate e também servindo para acessar novas áreas do mapa. Outros equipamentos e acessórios também entram na equação, trazendo bônus de atributos ou habilidades específicas, como corrida e pulo duplo.

Novas habilidades God of War Sons of Sparta
Capturado por Outra Dimensão

O sistema de progressão inclui ainda uma árvore de habilidades baseada nos clássicos orbes — vermelhos para evolução, verdes para cura e azuis para magia — mantendo a identidade da franquia.

Nos combates, isso tudo faz diferença. Com o arsenal completo, as batalhas se tornam muito mais intensas e estratégicas. A evolução constante do personagem é um dos pontos que mais incentivam o jogador a continuar explorando.

Chefes, builds e inteligência artificial

As batalhas contra chefes continuam presentes e mantêm a essência da franquia, com momentos de brutalidade e finalizações marcantes — ainda que em menor escala. A variedade de chefes poderia ser maior, mas eles cumprem bem seu papel.

Um detalhe interessante está na construção de builds. Os equipamentos possuem atributos como dano, atordoamento e robustez. Focar demais em dano, por exemplo, pode fazer com que inimigos sejam derrotados rapidamente, sem permitir o atordoamento necessário para executar finalizações.

Menus de God of War Sons of Sparta
Capturado por Outra Dimensão

Por outro lado, a inteligência artificial dos inimigos é um ponto fraco claro. Em diversos momentos, eles simplesmente travam na beirada das plataformas impedindo seu progresso, o que quebra o ritmo e com o tempo passa a ser frustante.

Visual retrô e problemas técnicos

Visualmente, o jogo aposta em uma estética retrô bastante definida. Os gráficos em pixel art, combinados com cenários que lembram pinturas e uma trilha sonora inspirada nos anos 90, criam uma identidade própria.

Pode não agradar todos os jogadores — especialmente quem espera algo mais realista —, mas dentro da proposta, o estilo funciona bem.

Combate god of war sons of sparta
Capturado por Outra Dimensão

Os problemas aparecem mais na parte técnica. Em alguns momentos, o jogo apresenta bugs, como prompts de comando que não surgem na tela. Em uma missão secundária mais avançada, por exemplo, o acesso a uma área não indicava corretamente a interação necessária, e a solução acabou sendo descoberta por tentativa.

Conteúdo e exploração: quando o jogo realmente “clica”

Se no início a história parece ser o foco principal, isso muda completamente após algumas horas.

Grande parte do conteúdo secundário — missões, colecionáveis, upgrades e áreas secretas — só se torna acessível após desbloquear novas habilidades. E é exatamente nesse ponto que o jogo cresce.

Foi nesse momento que a experiência realmente me conquistou. A exploração passou a ser mais interessante, e o loop de progresso ficou muito mais envolvente. O jogo deixa de parecer linear e revela uma estrutura muito mais rica do que aparentava no começo.

Veredito – Sons of Sparta Vale a pena?

God of War: Sons of Sparta é um bom jogo e uma aposta interessante que vale a pena para manter a franquia ativa enquanto um novo título principal não chega.

Seu maior problema está no ritmo — tanto da história quanto da evolução inicial do gameplay —, o que pode afastar alguns jogadores nas primeiras horas. Por outro lado, quem insiste encontra um jogo que melhora bastante com o tempo, especialmente na exploração e progressão.

AVALIAÇÃO

História – 7,0

Gameplay – 8,5

Gráficos e áudio – 9,0

Fator replay – 8,5

Nota Final

Avaliação: 8 de 10.

God of War Sons of Sparta já está disponível exclusivamente para Playstation 5. Para fins de análise foi utilizada uma cópia do jogo rodando no Playstation 5 Pro.

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