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Review Marvel Cosmic Invasion

O gênero beat ’em up tornou-se um dos mais populares na década de 90. Era comum ver dezenas de lançamentos desse tipo — tanto franquias originais como Streets of Rage ou Golden Axe quanto jogos de franquias consagradas como Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time, The Punisher e muitos outros dominar consoles e arcades. Com o avanço gráfico, os jogos no estilo “anda para a direita e vai batendo” foram perdendo força — o foco mudou para títulos em 3D, gráficos realistas e mundos abertos.

Nos últimos anos, o espírito da nostalgia retornou trazendo de volta o estilo clássico e entregando bons jogos como Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge, Streets of Rage 4 e Mighty Morphin Power Rangers: Rita’s Rewind. Agora, o universo Marvel retorna ao estilo em um game que oferece 15 personagens, 16 fases e muita nostalgia. Jogamos o novo Marvel Cosmic Invasion e nessa review apresentamos o que achamos da nova aposta da Dotemu.

Nostalgia que aquece o coração

Logo nos primeiros minutos, a nostalgia bate forte. O visual, os menus, a tela de seleção de personagem… tudo traz aquele sentimento típico da década de 90. Os sprites dos personagens, os visuais, os golpes — entre outros elementos — vão agradar (e muito) fãs e nostálgicos que jogaram, por exemplo, Marvel Super Heroes.

Divulgação: Dotemu

Claro que muitos leitores desta review de Marvel Cosmic Invasion talvez nem tenham nascido nessa época — então talvez não sintam o mesmo impacto nostálgico. Ainda assim, independentemente desse peso, a apresentação inicial do jogo já indica um estilo que chama a atenção, especialmente para os fãs da Marvel.

Além dos personagens controláveis icônicos do Universo Marvel, diversos vilões aparecem como chefes de fase ou participando da história. MODOK, Thanos e até mesmo Galactus marcam presença na enorme mistura que é Cosmic Invasion.

Gameplay simples, mas bem executado

Tirando a nostalgia, Marvel Cosmic Invasion não se destaca por profundidade narrativa ou mecânicas inovadoras — e, de certa forma, isso pode ser visto como um ponto negativo. Mas tudo o que o jogo oferece é bem feito; é o famoso “arroz com feijão”.

Apesar da simplicidade, o jogo apresenta algumas diferenças interessantes em relação a outros beat ’em ups. Aqui, você escolhe dois personagens para cada fase e pode alternar entre eles quando quiser. Também é possível realizar combos em dupla, chamando a assistência com os comandos adequados. O destaque fica por conta dos ataques especiais de cada personagem, o que traz variedade ao gameplay.

Por exemplo: uma dupla com Tempestade e Wolverine. Enquanto Tempestade permite voar, usar golpes à distância ou ativar um especial que atinge todos os inimigos em um raio amplo, Wolverine traz um estilo de combate corpo a corpo, com golpes e agarrões. O padrão se repete com outros personagens — o que garante uma diversidade maior do que a de muitos jogos do gênero.

Divulgação: Dotemu

Outro diferencial interessante é a presença de parry. Alguns personagens permitem que, se você defender no momento certo, crie uma janela de ataque enquanto o inimigo fica atordoado. Além disso, cada personagem possui uma barra de experiência — com ela, ao evoluir, habilita-se habilidades passivas, aumento de vida, de foco (necessário para especiais), etc.

Conteúdo para muitas horas de diversão

O jogo conta com 16 fases no modo campanha. A cada fase concluída, o progresso é salvo, e você pode escolher uma nova dupla para a fase seguinte. Esse modo é ideal para quem está começando — ajuda a conhecer as mecânicas, acompanhar a história e evoluir os personagens. Vale destacar que alguns personagens não estão disponíveis desde o início, sendo necessário terminar a história principal para desbloquear todos eles.

Mas existe também o modo Arcade, que simula o estilo tradicional dos beat ’em ups: com limite de vida para avançar entre fases até o fim — caso contrário, é game over.

Divulgação: Dotemu

Para quem gosta de explorar o máximo de um jogo, há diversos colecionáveis para desbloquear, conquistas que envolvem terminar o jogo com todos os personagens e desafios específicos para cada fase. São elementos que prometem estender o tempo de jogo — embora a campanha principal possa ser concluída em cerca de 3 horas.

Diversão em grupo é a chave

Talvez o grande destaque do jogo seja a possibilidade de jogar com até 4 pessoas. Desde sempre, a grande vantagem dos beat ’em ups é o cooperativo. Começar cada fase com 8 personagens (2 para cada jogador) gera um caos divertido na tela — perfeito para quem gosta de jogatina em grupo. Refazer fases em grupo, trocar personagens, experimentar habilidades: essa é a grande graça do jogo.

Divulgação: Dotemu

Veredito

Marvel Cosmic Invasion traz de volta o beat ’em up clássico, ambientado no universo Marvel. Fãs dos jogos clássicos provavelmente vão curtir — e novos jogadores podem embarcar nessa jogatina para experimentar o estilo que marcou gerações. A história não é profunda, e o gameplay aposta no simples — sem inventar demais ou arriscar. Mas, por ser simples e bem executado, o jogo pode proporcionar boas horas de diversão — especialmente no modo multiplayer.

AVALIAÇÃO

História – 8,0

Gameplay – 8,5

Gráficos e áudio – 9,0

Fator replay – 8,5

Nota Final

Avaliação: 8.5 de 10.

Esse foi nosso review de Marvel Cosmic Invasion. Agradecemos a Dotemu e Masamune por fornecer um cópia do jogo para os testes. Confira mais sobre nossas análises na página especial.

Marvel Cosmic Invasion está disponível para Playstation 4 e 5, Nintendo Switch, Xbox Series X|S e PC. Para fins de análise, foi utilizada uma cópia do jogo rodando no Xbox Series X.

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