O aguardado Lost Soul Aside finalmente chegou após anos de expectativas, prometendo uma experiência de ação intensa e cinematográfica. O título, que ganhou notoriedade desde seus primeiros trailers, tenta se firmar como um novo representante do gênero hack and slash, claramente inspirado em franquias de peso como Devil May Cry e em produções orientais de anime. No entanto, apesar de ter bons momentos, o jogo apresenta problemas técnicos e escolhas de design que afetam a imersão e a qualidade da experiência.
O jogo
Um dos pontos mais notáveis está na história. Logo no início, a narrativa remete fortemente a Cavaleiros do Zodíaco, com inimigos poderosos que lembram os cavaleiros do anime, incluindo um adversário chamado “Touro”, além da jornada do protagonista em busca de salvar sua irmã. O personagem nomeado de Arena, responsável por conceder poderes ao herói, reforça ainda mais essa sensação de referência. Essa mistura de inspirações pode agradar fãs de anime.

Gameplay
No aspecto de gameplay e combate, Lost Soul Aside deixa sensações divididas. Apesar de um sistema ágil e visualmente chamativo, falta impacto nos golpes: em vez de transmitir peso e consequência, os ataques parecem superficiais, dando a impressão de que basta apertar botões para encher a tela de efeitos. Essa falta de impacto se destaca negativamente quando comparada a jogos como Devil May Cry, que são referência no gênero. Além disso, a presença de uma transformação que muda até a cor do cabelo do protagonista reforça as semelhanças diretas com a obra da Capcom. Para completar, há desafios de plataforma e travessia que soam simplórios, pouco inspirados e que acabam quebrando o ritmo da ação.
Outro problema recorrente está na performance. Durante a jogabilidade, é perceptível a quantidade de engasgos, que prejudicam a fluidez da experiência. Em um título de ação tão frenética, esse tipo de problema técnico se torna ainda mais evidente e frustrante.

No quesito áudio, a trilha sonora de Lost Soul Aside apresenta boas composições, mas sofre com a falta de encaixe em certos momentos, parecendo deslocada em relação ao que acontece na tela. Isso fica em evidência em algumas batalhas contra chefes. Já a dublagem em inglês peca pela falta de qualidade, com atuações fracas que chamam atenção de forma negativa e prejudicam a imersão.
Por fim, os gráficos não se destacam tanto quanto as apresentações do jogo poderiam sugerir. Alguns cenários chamam atenção pela beleza, mas boa parte do conteúdo visual parece simples e genérico, não chegando a criar uma identidade marcante.
Vale a pena?
Apesar de todos esses pontos negativos, Lost Soul Aside não é um jogo sem qualidades. Ele consegue entregar momentos visuais interessantes e traz um universo que pode conquistar jogadores que buscam uma experiência de ação rápida, sem se preocupar tanto com profundidade narrativa ou complexidade no combate. Ainda assim, fica evidente que o projeto não alcança o nível esperado após tantos anos de desenvolvimento e hype.
CONCLUSÃO
No fim, Lost Soul Aside é uma experiência que mistura boas ideias com execução inconsistente. O jogo tenta equilibrar inspirações em animes e franquias clássicas de ação, mas acaba sofrendo com problemas técnicos, falta de impacto no gameplay, trilha sonora mal encaixada, uma história regular e uma dublagem em inglês fraca. No entanto, quem relevar os deslizes e apenas buscar uma aventura estilosa e acessível pode encontrar alguma diversão.
AVALIAÇÃO
Modo principal – 7,0
Gameplay – 8,5
Gráficos e áudio – 8,5
Fator replay – 6,0
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