Hordes of Hunger é aquele tipo de jogo que pode facilmente passar despercebido no meio de tantos lançamentos, mas que surpreende quando finalmente cai nas suas mãos e por isso trazemos uma review. Seguindo a linha dos jogos roguelite e com foco em combate contra horda de inimigos, o título aposta em ação constante, progressão acelerada e runs intensas, colocando o jogador contra centenas — às vezes milhares — de inimigos em cenários fechados, sempre com um grande desafio aguardando no final.
O que é Hordes of Hunger?
Como dito na introdução, Hordes of Hunger segue a fórmula clássica dos roguelites de horda. O jogador escolhe um cenário e precisa sobreviver a sucessivas ondas de inimigos, derrotando hordas cada vez mais perigosas até enfrentar um chefe ao final da fase.
Durante a run, inimigos derrotados concedem experiência, permitindo evoluir atributos, desbloquear novas habilidades e aprimorar ataques. Todo esse progresso, no entanto, vale apenas para aquela tentativa específica. Ao morrer ou concluir a fase, os aprimoramentos temporários são resetados, reforçando a estrutura típica do gênero.
O elemento roguelite aparece na progressão permanente. Mesmo após o fim de uma run, o jogador mantém certos recursos e moedas que podem ser utilizados em uma espécie de loja interna, onde é possível adquirir melhorias fixas, como aumento de vida máxima e outros bônus passivos. Além disso, o jogo permite a construção de armas, desde que os itens necessários sejam coletados ao longo das partidas.
Essa estrutura incentiva a repetição das fases, seja para aprender melhor os padrões dos inimigos ou para otimizar a coleta de recursos antes de encarar desafios mais avançados.

Ritmo, dificuldade e variedade de inimigos
Logo nas primeiras partidas, fica claro que Hordes of Hunger não é um jogo difícil de entender. A curva inicial é acessível e, com um pouco mais de cuidado nas escolhas, é perfeitamente possível concluir a primeira fase sem grandes problemas.
Boa parte da tensão vem das decisões feitas durante a run. Em muitos momentos, a ganância fala mais alto: escolher um upgrade mais arriscado ou testar uma habilidade nova pode facilmente colocar tudo a perder. Essa dinâmica funciona bem e mantém cada tentativa interessante.

A variedade de inimigos também contribui para isso. Dentro de uma mesma fase, o jogo apresenta tipos diferentes de adversários, que surgem gradualmente conforme as hordas avançam. No início, aparecem inimigos simples, fáceis de lidar. Com o tempo, surgem ameaças mais incômodas, como inimigos suicidas que correm em direção ao jogador para se autodetonar.
Essa progressão faz com que uma mesma run comece de forma tranquila e, cerca de dez minutos depois, se transforme em um verdadeiro caos, exigindo mais atenção, posicionamento e leitura do campo de batalha.
Habilidades, builds e balanceamento
O sistema de habilidades é um dos pontos mais interessantes do jogo. Há espaço para diferentes builds, seja focando em ataques físicos, dano elemental, habilidades especiais ou combinações mais equilibradas. Em teoria, essa variedade deveria incentivar experimentação constante.
Na prática, porém, o balanceamento deixa a desejar em alguns pontos. Em várias runs, ficou evidente que certas builds são significativamente mais eficientes do que outras. O foco em dano mágico, por exemplo, se mostrou muito mais poderoso do que alternativas voltadas para vida máxima ou dano físico.
A estratégia de sacrificar parte da vida para maximizar o poder mágico funcionou de forma consistente, tornando as partidas mais fáceis e menos punitivas. Isso levanta a sensação de que algumas opções estão desbalanceadas, o que acaba desestimulando o teste de outras builds. Quando uma escolha se mostra claramente superior, o incentivo para experimentar diminui — e isso vai contra um dos grandes atrativos do gênero.
Conteúdo e escopo
Mesmo sendo um jogo divertido, Hordes of Hunger passa a impressão de ter um conteúdo ainda um pouco raso. As variações de hordas e cenários aparecem relativamente rápido, o que pode dar a sensação de repetição após algumas horas de jogo.
O título passou por um longo período de testes antes do lançamento de sua versão definitiva, e isso é perceptível no polimento da jogabilidade. Ainda assim, fica a expectativa de que futuras atualizações tragam mais mapas, inimigos e possibilidades de progressão para expandir a experiência.
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Veredito
Hordes of Hunger é uma grata surpresa. Mesmo fora do radar de muitos jogadores, o título entrega uma experiência sólida, divertida e viciante, especialmente para fãs de roguelites focados em ação e sobrevivência contra hordas.
Apesar de algumas limitações no balanceamento das builds e na profundidade do conteúdo, o jogo se sustenta muito bem pela jogabilidade fluida, pelo ritmo acelerado e pela satisfação de evoluir a cada run. Com mais variedade e ajustes finos, tem tudo para se tornar um nome ainda mais relevante dentro do gênero.
No fim das contas, é aquele tipo de jogo que talvez você não conhecesse, mas que vale a pena experimentar — nem que seja para descobrir uma nova obsessão por runs caóticas e cheias de decisões arriscadas.
AVALIAÇÃO
História – 7,0
Gameplay – 8,,5
Gráficos e áudio – 7,0
Fator replay – 8,0
Nota Final
Essa foi a nossa review de Hordes of Hunger. Agradecimentos a Hyperstranger por disponibilizar acesso ao game. Para fins de análise, foi utilizada uma cópia do jogo rodando em um PC.


















