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Review Black Ops 7 – Vale a pena o novo Call of Duty?

Fazer uma review Black Ops 7 não é tarefa simples. Call of Duty é, ano após ano, um dos jogos mais vendidos do mundo, com uma base de milhões de jogadores que esperam novidades, evolução e a manutenção da identidade clássica da franquia. Porém, esta análise tem um foco diferente: atender ao público casual — aquele jogador que não compra todo COD anual e quer saber se vale a pena investir na edição de 2025 mesmo estando “afastado” da série.

Se você busca uma perspectiva mais direta e acessível, baseada em horas de gameplay real em todos os modos, esta é a análise Black Ops 7 ideal para você.

Uma campanha polêmica — mas divertida

Ao iniciar a campanha, eu já conhecia os vídeos virais e as críticas negativas sobre algumas escolhas criativas. Mesmo assim, evitei me deixar influenciar para avaliar a experiência com mente aberta — e devo dizer que me diverti com a história, embora ela também apresente inúmeros problemas.

O impacto inicial é forte, especialmente para quem não viu os trailers: personagens icônicos da série Black Ops retornam em situações completamente fora do padrão. Toda a campanha segue uma linha psicodélica, transformando soldados em quase zumbis, criando monstros gigantes e introduzindo habilidades sobre-humanas. Não faz sentido narrativo — e isso não é exagero.

Chefe monstruoso em Black ops 7
Capturado pelo site Outra Dimensão

Para os fãs que esperam algo mais sóbrio e “pé no chão”, como a origem da série, esse pode ser o maior choque. Black Ops 7 não tem cara de Call of Duty. Contudo, olhando como uma experiência de FPS independente, a loucura dá espaço a momentos visualmente impactantes e mecânicas divertidas. Eu gostei dos mapas, do ritmo e dos inimigos.

O grande problema é que a diversão não vem da história. A narrativa é desconexa e parece costurada às pressas. Some a isso o fato de a campanha ser totalmente cooperativa e tudo fica ainda mais confuso.

  • Jogar solo? Pode — mas o jogo insiste em fingir que seus companheiros estão lá.
  • Jogar cooperativo? Melhor com amigos, porque jogadores aleatórios podem acelerar cenas, atrapalhar ações e quebrar completamente o ritmo.

E não existe opção de IA para formar equipe.

Mundo aberto pouco inspirado

Grande parte da campanha se passa em Avalon, um mapa aberto que tenta aproximar o jogador do Warzone, mas acaba entregando missões genéricas e sem brilho. Até elementos como raridade de armas parecem apenas “jogados ali”.

Mapa Avalon em Black Ops 7
Capturado pelo site Outra Dimensão

Sem pausa, sem checkpoints

Uma escolha frustrante: não é possível pausar e não há checkpoints. Missões duram 20–30 minutos; se você sair ou cair da conexão, será obrigado a refazer tudo. Isso certamente afastará muitos jogadores.

Apesar disso, a campanha é curta — finalizei tudo em cerca de 5 horas, sempre emendando missão após missão.

Multiplayer clássico – O que funciona e o que incomoda

Nos modos multiplayer, Black Ops 7 mantém a base tradicional, com PvP e o clássico modo Zumbis. Este último continua sólido e divertido para quem gosta de sobreviver a hordas em equipe, embora nunca tenha sido meu modo favorito.

Movimentação exagerada

O maior incômodo para mim é a movimentação. O excesso de pulos, corridas nas paredes e mecânicas verticais dá ao jogo uma sensação de caos constante. Para quem prefere um PvP mais “pé no chão”, isso pode ser um problema tão grande quanto foi em títulos futuristas como Advanced Warfare.

Mapas novos não atingem o nível dos clássicos

Os mapas clássicos, recriados em versões atualizadas, são destaque. Já os mapas inéditos não chegam perto do mesmo nível, ainda que alguns ofereçam boas partidas.

Interface confusa e pesada

A experiência fora das partidas deixa a desejar. Logo no início, o jogador encara um HUB lotado de opções e submenus que mais confundem do que organizam.
A HUD durante as partidas também é carregada e pouco intuitiva.

Imagem de gameplay do jogo Black Ops 7
Capturado pelo site Outra Dimensão

Na aba de customização de armas, o problema piora: travamentos, imagens demorando a carregar e uma interface claramente pesada.

Veredito

Call of Duty Black Ops 7 é um jogo peculiar. Ele acerta em mudanças técnicas pedidas pelos fãs do multiplayer e oferece uma boa variedade de modos. Por outro lado, entrega uma campanha divertida, porém completamente desconexa da identidade da franquia.

A loucura exagerada pode afastar parte do público tradicional, mas também pode atrair novos jogadores que buscam um FPS diferente. O conteúdo é robusto, mas a execução é irregular, e alguns problemas estruturais na campanha devem fazer com que o jogo perca relevância ao longo do tempo.

AVALIAÇÃO

História – 7,0

Multiplayer – 9,0

Gráficos e áudio – 9,0

Fator replay – 8,0

Nota Final

Avaliação: 8.5 de 10.

Esse foi nosso review de Call of Duty Black Ops 7. Agradecemos a Activision Brasil por fornecer um cópia do jogo para os testes. Confira mais sobre nossas análises na página especial.

Call of Duty Black Ops 7 está disponível para Playstation 4 e 5, Xbox One e Series X|S e PC. Para fins de análise, foi utilizada uma cópia do jogo rodando no PS5 pro.

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