Mouse P.I. for Hire vale a pena? Review do shooter com estilo retrô

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Desenvolvido pelo Playside Studios, Mouse P.I. for Hire aposta em uma estética inspirada nas animações dos anos 1930 para entregar uma experiência de tiro em primeira pessoa com forte influência de histórias clássicas de detetive.

Após cerca de 12 horas de campanha explorando esse universo cheio de queijos, mistérios e tiroteios intensos, fica a pergunta: Mouse P.I. for Hire vale a pena?

História: entre queijos e mistérios

Na campanha, você assume o papel de Jack Pepper, um detetive particular que inicia a investigação sobre o desaparecimento de moradores da cidade de Mouseburg. No entanto, conforme avança, fica claro que há algo muito maior acontecendo nos bastidores.

A narrativa segue a estrutura clássica de histórias investigativas, com coleta de pistas, análise de evidências e reviravoltas ao longo do caminho. O jogo inclusive reforça isso com um sistema de quadro de evidências, que ajuda a conectar os acontecimentos.

Apesar de interessante, o ritmo pode ser um problema para alguns jogadores. A história é carregada de diálogos e momentos mais lentos, o que pode afastar quem busca uma experiência mais focada em ação.

Por outro lado, a atuação de Troy Baker se destaca. Conhecido por dar vida a personagens como Joel em The Last of Us, aqui ele entrega uma performance marcante como Jack Pepper, com uma entonação que reforça o clima noir e ajuda na imersão.

Gameplay: Doom encontra desenho clássico

O gameplay é onde Mouse P.I. for Hire encontra seu ritmo mais forte.

A proposta é clara: um shooter rápido, direto e sem espaço para cobertura — muito inspirado em clássicos como Doom. Aqui, ficar parado não é uma opção. O jogador precisa se movimentar constantemente enquanto desvia de ataques e elimina inimigos.

A estrutura do jogo é baseada em fases, mas com um hub central que conecta tudo. Nele, é possível interagir com NPCs, melhorar armas e acessar o quadro de evidências, que organiza os casos investigados.

Um detalhe interessante é a forma como você acessa as missões. Em vez de menus simples, o jogo utiliza um mapa onde o personagem se desloca de carro até o local da próxima fase, trazendo mais personalidade para a progressão.

No arsenal, há uma boa variedade de armas. Além das clássicas como pistolas e escopetas, o jogo também aposta em criatividade, com equipamentos mais inusitados — como armas capazes de “derreter” inimigos. Todas contam com upgrades e disparos secundários, o que adiciona profundidade ao combate.

Os cenários também colaboram, trazendo elementos interativos como barris explosivos e objetos que podem ser usados contra os inimigos, reforçando o estilo exagerado típico de desenhos animados.

Visuais: um cartoon dos anos 1930 em movimento

O grande diferencial do jogo está no visual.

Mouse P.I. for Hire aposta totalmente em uma estética inspirada nos cartoons dos anos 1930, com gráficos em preto e branco e animações que remetem diretamente àquela época. A ausência de cores, que poderia afastar alguns jogadores, acaba funcionando como um dos maiores acertos do jogo.

A sensação é, em muitos momentos, de estar controlando um desenho antigo — não apenas pelos personagens, mas também pela fluidez das animações e pelo estilo dos cenários.

Ainda assim, há algumas limitações. A variedade de inimigos não é tão grande, e em meio ao ritmo acelerado dos combates, pode ser difícil diferenciar alguns deles. Isso não compromete a experiência, mas é um ponto perceptível ao longo da campanha.

Um destaque positivo vai para uma sequência específica ambientada no “inferno”, que quebra o padrão visual e oferece uma das partes mais criativas do jogo, tanto em design quanto em combate.

A trilha sonora também merece menção. Com forte presença de jazz, ela acompanha bem o ritmo do jogo, alternando entre momentos mais calmos e sequências intensas de combate.

Conteúdo e fator replay

A campanha principal tem uma duração considerável para o gênero, com cerca de 12 horas.

No entanto, o fator replay apresenta uma limitação importante. O jogo não oferece a possibilidade de selecionar fases já concluídas, o que dificulta a busca por colecionáveis ou a conclusão total do conteúdo sem precisar reiniciar toda a campanha.

Apesar disso, a variedade de armas e o ritmo do gameplay ainda podem incentivar uma segunda jogada, principalmente para quem busca completar 100%.

Veredito: Mouse P.I. for Hire vale a pena?

Mouse P.I. for Hire consegue se destacar ao unir um estilo visual único com um gameplay sólido e dinâmico.

Mesmo com alguns momentos de repetição e limitações no fator replay, o jogo entrega uma campanha envolvente, combates intensos e uma identidade visual extremamente marcante.

No fim, Mouse P.I. for Hire vale a pena, especialmente para fãs de shooters em primeira pessoa que buscam algo diferente dentro do gênero.

AVALIAÇÃO

História – 9,0

Gameplay – 9,0

Gráficos e áudio – 9,0

Fator replay – 8,0

Nota Final

Avaliação: 9 de 10.

Mouse P.I. for Hire já está disponível para Playstation 4|5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC. Para fins de análise foi utilizada uma cópia do jogo na versão de PC gentilmente cedida via GamePress pela publisher.

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